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12.8.13

A MENINA QUE SEMEAVA



Autor: Lou Aronica
EditoraNovo Conceito
Páginas: 416
Avaliação: 

" A Imaginação cria coisas infinitas."

Logo quando soube desse lançamento achei a capa super linda, mas fui apenas me interessar pelo livro quando soube que mesmo sendo um sick-lit que não é um gênero que costuma me prender, também continha uma forte abordagem de fantasia, e foi por esse motivo que adquiri o livro.

A Menina que Semeava é narrado em terceira pessoa e ao meu ver não existe uma ênfase em somente um personagem, o início até é um pouco confuso, porque vamos conhecendo vários personagens, e fica indo e voltando entre real, imaginário, passado e futuro.

Chris Astor é pai de Becky que tem 14 anos. Quando ela era criança teve problema de câncer e para amenizar tanto sofrimento, pai e filha criaram um mundo de fantasia chamado Tamarish.

Além de Chris ter de sentir a dor por ver a filha com aquela doença terrível enfrentou outro tipo de problema que afetou muito sua vida e seu relacionamento com a filha e quando achou que tudo tinha se estabilizado, eis que surge outra rasteira da vida. 

Uma vida cercada de altos e baixos de passos firmes e tropeços. 

Poderia uma fantasia infantil tornar-se realidade? E um mundo imaginário criar uma fusão com o mundo real? E existir um ligação envolvendo uma missão entre eles?

***

A parte da fantasia eu senti que de certa maneira é até sugestiva, pois cada pessoa tem um limite de imaginar, e a frase que retirei do livro e está acima que diz: "A imaginação cria coisas infinitas", é bem específica na minha interpretação do livro. O autor quis brincar com a mente do leitor, ou melhor, com a sua imaginação. Essa intenção dada pelo autor é um tanto quanto inteligente e interessante, porém como eu sou muito fã de fantasia, achei a descrição dos fatos muito superficial e infantil. Eu tinha a impressão de estar assistindo aqueles filmes de sessão da tarde, reforço que somente na questão do mundo de fantasia, porque achei forte na questão da realidade.

Muitas vezes a realidade é tão dura, e graças a Deus minha vida é ótima, porém teve um dia que eu até brinquei e disse que queria ir para Tamarish, porque afinal todos nós seres humanos temos um dia que desejamos fugir para um lugar imaginário, não é mesmo? E quando é necessário ter de aprender a lidar com uma doença como o câncer?

Não que seja uma regra geral, mas tenho dificuldade de gostar de livros que tenham drama, que falem de doenças, problemas familiares, sofrimento e dor, achei que a parte de fantasia iria se sobrepor a esses fatores, porém não foi o que eu senti ao ler. 

O livro me fez lembrar de dois filmes, Um faz de conta que acontece e A vida é Bela, diria que é até mesmo uma fusão dos dois filmes.

Para quem gosta de drama e de livros que fazem refletir na vida eu super recomendo. 

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