Mostrando postagens com marcador autor L. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador autor L. Mostrar todas as postagens

10.10.13

ANTES QUE EU VÁ



Autor: Lauren Oliver
Editora: Intrínseca
Páginas: 368
Avaliação: 

“Talvez você possa se dar ao luxo de esperar. Talvez para você haja um amanhã. Talvez para você haja mil amanhãs, ou três mil, ou dez, tanto tempo que você pode se banhar nele, girar, deixar correr como moedas entre os seus dedos. Tanto tempo que você possa desperdiçar. Mas para alguns de nós só existe hoje. E a verdade, afinal, é que você nunca sabe quando chegará sua vez.

***
Depois de simplesmente me apaixonar pelo livro Delírio e ter "Antes que eu Vá" esperando para ser lido na minha estante, fiquei muito curiosa e antecipei a leitura por ser da mesma autora.

Antes que eu vá, apresenta a história de Samantha Kingston, que aparentemente tem a vida que toda menina em sua idade desejaria ter. É bonita, tem saúde perfeita, família, é popular, tem amigas super descoladas, um namorado lindo e invejado, mas após viver o último dia de sua vida em um trágico acidente de carro, descobre que tudo o que imaginava ser perfeito, torna-se fútil e vazio devido a sete chances que tem em viver o dia de sua morte novamente. 

Sua percepção de realidade vai se alterando conforme acorda e revive o mesmo dia e sabendo de sua morte depara-se tentando alterar os acontecimentos. Nesse processo ela amadurece muito e até mesmo se apaixona. 

Eu achei que a temática e conteúdo a ser refletido é muito profundo assim como senti lendo Delírio, mas a forma que Lauren Oliver utilizou para expor foi muito confusa e monótona. A abordagem do tema morte na minha opinião, já é muito forte, intenso e pesado, acredito que o autor deve ter muito cuidado para utilizá-lo. A personagem revive ao longo do livro 7 dias novamente e apesar de não ser precisamente a mesma rotina é algo que na minha opinião ficou cansativo e massante. Não criei afinidade com nenhum personagem em específico e fiquei bastante irritada com a melhor amiga dela que tinha muitos comportamentos infantis e medíocres.

Apesar de ter sentido muito tédio lendo, alguns trechos vieram com muito impacto e pude refletir muito sobre vida e morte, na questão de dar mais valor para as pessoas e para cada momento vivido. 

Será que se soubéssemos o dia em que iríamos morrer não faríamos o mesmo que Samantha? Tentar consertar os erros cometidos, viver mais intensamente, ter menos preconceito, amar, perdoar, se apaixonar intensamente ou até mesmo chutar o pau da barraca? Isso é algo que cada leitor interpretará de uma forma diferente e é nesse aspecto que gosto da Lauren Oliver, ela sempre arruma um jeitinho de despertar humanidade, ela faz de um jeito ou de outro o leitor pensar e repensar na vida.

Não espere morrer para se arrepender! Viva intensamente e seja feliz, afinal o hoje é o nosso maior presente. :) 

Esse clipe do Nickelback tem super a ver com a resenha, vale a pena assistir.




24.9.13

PANDEMÔNIO



Delírio #2

Autor: Lauren Oliver
Editora:Intrínseca
Páginas: 304
Avaliação: 

Se você ainda não leu Delírio (o primeiro livro) eu sugiro que não continue lendo para não ter spoiller.

Infelizmente achei muito surreal!

Apesar de adorar a temática de livro fantasia, onde coisas surpreendentes e irreais acontecem, não espero o mesmo em distopias

Pandemônio é o segundo livro de Delírio (resenha de delírio-aqui) e trata-se de uma distopia. O primeiro livro achei muito profundo, já esse segundo faltou a profundidade e achei muito sem pé nem cabeça. Muitos trechos de ação pareciam fantasia, Lena conseguia fugir, lutar, enfim ela parecia uma mistura de Mulher Maravilha com Sherlock Holmes, porque passou de uma menina inocente e frágil, para uma lutadora investigativa, e parecia que tinha o poder de teletransporte, enfrentava poucos obstáculos, gostaria que fosse um pouco mais difícil, ou devo dizer, mais real.

Depois de perder o seu grande amor Alex, que ao final do primeiro livro fica para lá da cerca, trecho onde eu quase chorei, e até hoje me dói o coração de lembrar. Lena passou a ter uma nova identidade e assim como Alex ela passa a ser uma infiltrada no grupo dos chamados zumbis, os curados da delíria. Apesar de Lena não ser curada, ela enfrenta muito bem a situação até que ocorre um grave incidente e ela é obrigada a conviver com Julian Finneman, o filho de Thomas Finneman, o líder mais influentes da ASD, que são totalmente contra os não curados. 

Lena e Julian enfrentam os chamados Saqueadores, com a chegada desse novo grupo, a autora sugere mais ação, adrenalina e suspense.

Os capítulos são intercalados entre Antes e Agora, o Agora são os fatos ocorridos entre Lena e Julian, já o antes trata-se de como Lena conheceu o grupo da Selva, personagens fortes surgem como Graúna e Prego. O relacionamento com o novo grupo é muito marcante, porém eu me envolvi mais com os capítulos que narravam o agora, ou seja o presente de Lena, gostei muito de Julian, a única questão que me fez dar 3 estrelas para o livro, é que como eu disse logo no início, eu achei muito surreal. Muitos trechos que Lena precisava agir com coragem, achei forçado demais, e esperava mais humanidade e até mesmo fraqueza física ou emocional da personagem, afinal ela ainda estava a enfrentar um luto. Também tenho dificuldade em gostar de livros que envolvem um outro amor em um curto espaço de tempo, ou até mesmo triângulo amoroso. 

Senti muita saudade de Alex mas ao mesmo tempo não poso negar que fiquei muito encantada com Julian, ele é bem sensível e sentimental. Na verdade eu acho que o senti falta da relação entre Lena e Alex, acho que eles super se combinam, na minha opinião parece que Julian é um daqueles personagens que pode-se dizer, "mais um pobre coitado que será usado pela mulher", coitadinho.

Confesso que o final é instigante e Lauren Oliver conseguiu me deixar com vontade de comprar o próximo livro intitulado no Eua por Requiem, o lançamento está previsto para 2014 aqui no Brasil. 

27.8.13

DELÍRIO



Delírio #1

Autor: Lauren Oliver
Editora: Intrínseca
Páginas: 352
Avaliação: 

Um livro apaixonante! Suspiros e mais suspiros.

Eu já havia lido bons comentários do livro, porém não cheguei a me aprofundar sobre o conteúdo lendo resenhas completas, então fui surpreendida, esse livro deixou saudade e fiquei com vontade de reler.

Delírio é mais uma distopia e como eu escrevi na minha resenha anterior do livro "Feios", costumo gostar de livros que eu possa ler nas entrelinhas e esse eu consegui enxergar muito romance e poesia, é o primeiro livro que leio da autora Lauren Oliver e me apaixonei pela escrita dela. Estou ansiosa para ler "Pandemônio" que é a sequência de Delírio e "Antes que eu vá" que já está esperando pela leitura um tempinho na minha estante, com certeza eu o lerei rapidamente.

Quando comecei a leitura já fiquei deslumbrada com as frases que tem antes dos capítulos e conforme eu ia lendo, a profundidade dos sentimentos da personagem Lenna me inundou e me deixou abalada, não sei se eu estava mais sensível que o de costume, porque cheguei a ficar sem fôlego e com dor no peito, me envolvi demais com a história e parecia que eu estava vivendo a dor e conflitos da personagem.

Nesta distopia o amor é visto como o pior de todas as doenças e a ciência encontrou uma cura e o governo impôs aos cidadãos que ao completarem 18 anos sejam curados. Todos os jovens são criados de maneira rígida não podendo ter contato físico com o sexo oposto e Lenna Haloway espera ansiosamente faltando poucos meses para ser curada e ela faz o tipo certinha, porém o que se pode esperar do inesperado? Lenna se apaixona! E realmente é apaixonante o personagem que ela se apaixona.

Tudo está encaminhado para o futuro de Lena, porque após a cura ela será encaminhada para uma faculdade e até o marido será designado de acordo com o perfil dela, porém após se apaixonar e descobrir algo o que ela pensou ser um fato verdadeiro que pode ser uma mentira, tudo pode mudar.

São tantos pensamentos, sentimentos e questionamentos revelados que a envolvem que para mim parece que nos tornamos amigas e como eu disse no começo, o livro me deixou com saudade. Adoro livros que trazem essa ligação com o personagem, de admiração e amizade. Acho que se você que está lendo minha resenha e já sentiu isso ao ler um livro, entende completamente, se caso ainda não sentiu torço muito para que encontre um livro que te traga essa carga de emoção.

A mensagem que eu posso tirar é que o ser humano é como um poço profundo, as vezes nem nós nos conhecemos de fato e a vida nos surpreende com certas revelações ou acontecimentos. Temos o bem e o mal dentro de nós e podemos fazer muitas escolhas, também podemos achar que escolhemos por quem e quando nos apaixonar e achar o que sabemos de fato o que é amar, porém é somente após sentir e viver na íntegra é que aprenderemos tomar de seu veneno ou de sua cura.

O direito do livro foi vendido e será transmitido em forma de série, não gostei nadinha da escolha dos atores, o importante é que na minha imaginação foi perfeito.

12.8.13

A MENINA QUE SEMEAVA



Autor: Lou Aronica
EditoraNovo Conceito
Páginas: 416
Avaliação: 

" A Imaginação cria coisas infinitas."

Logo quando soube desse lançamento achei a capa super linda, mas fui apenas me interessar pelo livro quando soube que mesmo sendo um sick-lit que não é um gênero que costuma me prender, também continha uma forte abordagem de fantasia, e foi por esse motivo que adquiri o livro.

A Menina que Semeava é narrado em terceira pessoa e ao meu ver não existe uma ênfase em somente um personagem, o início até é um pouco confuso, porque vamos conhecendo vários personagens, e fica indo e voltando entre real, imaginário, passado e futuro.

Chris Astor é pai de Becky que tem 14 anos. Quando ela era criança teve problema de câncer e para amenizar tanto sofrimento, pai e filha criaram um mundo de fantasia chamado Tamarish.

Além de Chris ter de sentir a dor por ver a filha com aquela doença terrível enfrentou outro tipo de problema que afetou muito sua vida e seu relacionamento com a filha e quando achou que tudo tinha se estabilizado, eis que surge outra rasteira da vida. 

Uma vida cercada de altos e baixos de passos firmes e tropeços. 

Poderia uma fantasia infantil tornar-se realidade? E um mundo imaginário criar uma fusão com o mundo real? E existir um ligação envolvendo uma missão entre eles?

***

A parte da fantasia eu senti que de certa maneira é até sugestiva, pois cada pessoa tem um limite de imaginar, e a frase que retirei do livro e está acima que diz: "A imaginação cria coisas infinitas", é bem específica na minha interpretação do livro. O autor quis brincar com a mente do leitor, ou melhor, com a sua imaginação. Essa intenção dada pelo autor é um tanto quanto inteligente e interessante, porém como eu sou muito fã de fantasia, achei a descrição dos fatos muito superficial e infantil. Eu tinha a impressão de estar assistindo aqueles filmes de sessão da tarde, reforço que somente na questão do mundo de fantasia, porque achei forte na questão da realidade.

Muitas vezes a realidade é tão dura, e graças a Deus minha vida é ótima, porém teve um dia que eu até brinquei e disse que queria ir para Tamarish, porque afinal todos nós seres humanos temos um dia que desejamos fugir para um lugar imaginário, não é mesmo? E quando é necessário ter de aprender a lidar com uma doença como o câncer?

Não que seja uma regra geral, mas tenho dificuldade de gostar de livros que tenham drama, que falem de doenças, problemas familiares, sofrimento e dor, achei que a parte de fantasia iria se sobrepor a esses fatores, porém não foi o que eu senti ao ler. 

O livro me fez lembrar de dois filmes, Um faz de conta que acontece e A vida é Bela, diria que é até mesmo uma fusão dos dois filmes.

Para quem gosta de drama e de livros que fazem refletir na vida eu super recomendo. 

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...