Mostrando postagens com marcador jovem adulto. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador jovem adulto. Mostrar todas as postagens

9.5.14

ELEANOR & PARK



Autor: Raibow Rowell
Editora: Novo Século
Páginas: 325
Avaliação

Quando me interessei pelo livro não imaginava a repercussão que ele teria, já que não havia lido nenhuma resenha, simplesmente me apaixonei pela capa e sinopse mas infelizmente não atingiu inteiramente minhas expectativas.

A capa descreve muito bem os personagens e cada vez que eu fechava o livro ficava admirando a ilustração; se você também se apaixona por capas entende o que estou tentando expressar. 

Eleanor & Park pelo que percebi promete ser um dos mais queridinhos de 2014 no gênero jovem adulto publicado pela editora novo século. 

O livro é narrado em terceira pessoa sobre o ponto de vista de ambos personagens, os capítulos são bem curtinhos e a leitura é muito fluída e gostosa do tipo de livro que se lê em um dia.

Eleanor é uma adolescente que além de enfrentar problemas com o padrasto é considerada uma esquisitona por ser grande, gordinha e vestir roupas largas e despojadas e isso a faz ser constantemente discriminada e vitima de bullying na escola. Ela só não imaginava que mediante a tantos conflitos vivenciaria sua primeira paixão. Assim como no filme Meu primeiro amor, a autora Raibow Rowell soube brincar com o universo mágico da descoberta do amor e criar um lindo romance drama só que ainda conseguiu colocar muito humor no livro.

Eleanor conhece Park um garoto descendente de coreano e irlandês e tem com olhos verdes (que lindo), é apaixonado por música punk e história em quadrinhos. Sua peculiaridade desperta a atenção de Eleanor que dia após dia ao se sentar ao seu lado no ônibus da escola vai descobrindo um sentimento a mais, logo Park se vê no universo de Eleanor, começa a defender na escola, emprestar gibis e trocar músicas favoritas. 

A interação deles é mágica e pura, tudo é uma nova descoberta, segurar as mãos, sentir o perfume, dar o primeiro beijo. Ao mesmo tempo eles se ajudam a encararem os problemas familiares e sociais. É encantador a sinergia dos personagens. Percebe-se o amadurecimento mútuo entre eles.


***

Fiquei bastante encantada com os personagens adorei a Eleanor porque acho linda gente ruiva (eu queria ser) e não acredito que ela sofria discriminação, também gostei muito da sinceridade dela. Park é uma gracinha é super gentil, imagine um coreano de olho verde, muito amor pela descrição deles.

Quem já leu e adorou deve estar achando estranho eu dar 4 estrelas, acontece que eu classifico os livros que leio não pela razão, mas sim pura e simplesmente pela emoção e o final foi um balde de água fria, eu esperava algo diferente e depois de ter tido tantas emoções fortes durante a leitura no final fiquei em pleno vazio. Dá para entender?

Realmente o livro é muito bom, aborda muitas questões super polêmicas que acaba revirando os sentimentos do leitor, eu suspirei e em certos momentos tive vontade de entrar no livro e dar conselhos e até mesmo umas boas porradas no padrasto da Eleanor, mas não concordo de jeito nenhum com o final, isso me deixou bastante chateada e até dificultou para eu resenhar. 

Enfim como eu disse, para mim o final foi ruim, mas como teve repercussão os direitos do livro foram vendidos e promete virar filme, acho que será bem bonitinho, e torço para que no cinema possam fazer um final mais significativo.

6.2.14

BELA MALDADE



Autor: Rebecca James
Editora: Intrínseca
Páginas: 299
Avaliação:     

Achei o enredo muito previsível!

Comprei Bela Maldade porque estava com um ótimo preço. Quando o livro chegou eu o achei lindíssimo e confesso que fiquei empolgada para ler, mas foi decepção total.

Bela Maldade trata-se de um thriller psicológico bem leve e voltado para chick-lit, me lembrou um pouco da amizade das garotas de Pretty Little Liars, pois envolve mistério, suspense e vingança. Não estou dizendo que Pretty Little Liars seja ruim, pelo contrário, o pouco que eu assisti a série achei bem interessante e tenho vontade de ler os livros, mas como não vi o desfecho da série não posso julgar, só achei o tema central semelhante em alguns aspectos.

Bela Maldade conta a história de Katherine Patterson que após vivenciar um trágico acontecimento em sua família que tornou manchete e a expôs de forma abrupta na sua vizinhança resolve mudar para outra cidade em busca de um recomeço e de viver no anonimato.

Ela procurou viver longe de todos e de fazer amigos, mas o seu plano foi por água a baixo assim que conheceu a admirável e encantadora Alice, uma garota popular, linda e cheia de energia. Alice envolveu Katherine de maneira perturbadora, a amizade foi indo além das proporções devidas e o que tinha e deveria ser saudável começou a ser prejudicial.

Alice não sabia o que era limites e não aceitava ser rejeitada.

Eu estava realmente bem interessada no livro para saber o que havia acontecido no passado de Katherine e o porque da falta de limites de Alice, porém ao desenrolar da história a autora a cada página deixava pistas que eram facilmente identificavéis e denunciava o que viria muito mais a frente, tudo foi ficando muito previsível e acabou por tirar o meu prazer na leitura. Não estou dizendo que isso seja errado em um livro, mas isso não me atraí, eu gosto de livros que me surpreendam, que desperte novas emoções, que arranque suspiros ou que deixem minhas lentes de contato ressecadas de tanto arregalar os olhos.

Apesar de ser previsível, não deixou de ocorrer uma bela de uma maldade, por esse motivo acho que vale a pena ser lido, afinal cada leitor tem uma opinião e vivência de leitura.

22.11.13

TODO DIA



Autor: David Levithan
Editora: Galera Record
Páginas: 279
Avaliação:     

Foi impossível parar de ler, é o tipo de livro de se ler em um dia.

Todo dia "A" acorda em um corpo diferente, em um lugar diferente e por não ter um sexo definido não estranha ter de habitar corpos femininos ou masculinos. Apesar de não ter um sexo definido, o autor nos faz pensar que "A" é do gênero masculino por o especificar como o "A", porém em diversos trechos ele menciona não ter de fato um sexo. 

Achou tudo isso meio confuso? Essa é a exata sensação que acontece, eu fiquei bem confusa de início, mas depois adentrei de tal forma a vida de "A" e foi encantador.

O livro é narrado em primeira pessoa e cada capítulo inicia-se com um número representando o dia de "A". Ele não sabe o porque tem o poder de se transportar de um corpo para outro, mas tem suas emoções totalmente definidas e por ter conhecido pessoas de todos os tipos tem uma maturidade e bagagem de vida difereciada. Ele tem 16 anos e pelo o que eu entendi a cada aniversário de vida vai habitando pessoas que apresentam a mesma idade, ou seja no livro ele habita apenas corpos de pessoas com 16 anos.

Ele acordava e logo descobria quem de fato estava habitando, até que acordou no corpo de Justin que namorava com Rhiannon e foi nesse exato momento que sua vida tão complicada ficou ainda mais turbulenta, porque ele se apaixonou, e como se relacionar com um alguém sem pertencer a um corpo exatamente seu todos os dias?


Essa é a grande questão de "Todo Dia", o desejo desesperado de estar com a mesma pessoa e não saber onde estará no dia seguinte.

O autor conseguiu despertar em mim variados sentimentos. Primeiramente apesar do personagem habitar vários corpos ele não é algo de fato físico, o que torna "A" um tanto quando instrospectivo deixando a leitura ainda mais profunda e vigorosa.

Eu pude ler nas entrelinhas assuntos ou temas como: futilidade, preconceito, falsidade, superficialidade, banalidade, depressão, violência, religião, obesidade entre outros. 

"As pessoas não dão valor á continuidade do amor, assim como não dão valor á continuidade do corpo. Não percebem que a melhor coisa sobre o amor é sua presença constante."

Foi uma lição de vida, na minha opinião, me mostrou que o amor é algo que transcende, que vai além do que a mão pode tocar e do que os olhos podem ver, é intenso, real e não tem limites. Não falo apenas do amor romântico, mas o amor ao próximo. "A" conseguia enxergar o ser humano em sua essência e não o julgava por ser heterosexual ou homesexual, ou por ser gordo ou magro, ou feio ou bonito. 

Apesar de ter toda essa riqueza e profundidade eu me decepcionei com o finalzinho do livro, fiquei super ansiosa e várias questões ficaram pendentes referente a existencia de "A". Eu acredito que essa seja a forma que o autor definiu para não desfocar a mensagem principal do livro, portanto na minha opinião para o tipo de leitura que estou acostumada isso gerou certa estranheza e por isso 4 estrelinhas, mesmo assim eu hiper recomendo o livro.


10.10.13

ANTES QUE EU VÁ



Autor: Lauren Oliver
Editora: Intrínseca
Páginas: 368
Avaliação: 

“Talvez você possa se dar ao luxo de esperar. Talvez para você haja um amanhã. Talvez para você haja mil amanhãs, ou três mil, ou dez, tanto tempo que você pode se banhar nele, girar, deixar correr como moedas entre os seus dedos. Tanto tempo que você possa desperdiçar. Mas para alguns de nós só existe hoje. E a verdade, afinal, é que você nunca sabe quando chegará sua vez.

***
Depois de simplesmente me apaixonar pelo livro Delírio e ter "Antes que eu Vá" esperando para ser lido na minha estante, fiquei muito curiosa e antecipei a leitura por ser da mesma autora.

Antes que eu vá, apresenta a história de Samantha Kingston, que aparentemente tem a vida que toda menina em sua idade desejaria ter. É bonita, tem saúde perfeita, família, é popular, tem amigas super descoladas, um namorado lindo e invejado, mas após viver o último dia de sua vida em um trágico acidente de carro, descobre que tudo o que imaginava ser perfeito, torna-se fútil e vazio devido a sete chances que tem em viver o dia de sua morte novamente. 

Sua percepção de realidade vai se alterando conforme acorda e revive o mesmo dia e sabendo de sua morte depara-se tentando alterar os acontecimentos. Nesse processo ela amadurece muito e até mesmo se apaixona. 

Eu achei que a temática e conteúdo a ser refletido é muito profundo assim como senti lendo Delírio, mas a forma que Lauren Oliver utilizou para expor foi muito confusa e monótona. A abordagem do tema morte na minha opinião, já é muito forte, intenso e pesado, acredito que o autor deve ter muito cuidado para utilizá-lo. A personagem revive ao longo do livro 7 dias novamente e apesar de não ser precisamente a mesma rotina é algo que na minha opinião ficou cansativo e massante. Não criei afinidade com nenhum personagem em específico e fiquei bastante irritada com a melhor amiga dela que tinha muitos comportamentos infantis e medíocres.

Apesar de ter sentido muito tédio lendo, alguns trechos vieram com muito impacto e pude refletir muito sobre vida e morte, na questão de dar mais valor para as pessoas e para cada momento vivido. 

Será que se soubéssemos o dia em que iríamos morrer não faríamos o mesmo que Samantha? Tentar consertar os erros cometidos, viver mais intensamente, ter menos preconceito, amar, perdoar, se apaixonar intensamente ou até mesmo chutar o pau da barraca? Isso é algo que cada leitor interpretará de uma forma diferente e é nesse aspecto que gosto da Lauren Oliver, ela sempre arruma um jeitinho de despertar humanidade, ela faz de um jeito ou de outro o leitor pensar e repensar na vida.

Não espere morrer para se arrepender! Viva intensamente e seja feliz, afinal o hoje é o nosso maior presente. :) 

Esse clipe do Nickelback tem super a ver com a resenha, vale a pena assistir.




Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...