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27.6.14

THE 100 - OS ESCOLHIDOS




The 100 #1

Autor: Kass Morgan
Editora: Galera Record
Páginas: 287
Avaliação

Os escolhidos é o primeiro livro da série The 100, livro que inspirou a série homônima e foi lançado pela Galera Record.

Confesso que me interessei pelo livro através do trailer da série que foi lançado pela C.W (confira o post aqui), ainda não comecei a assistir, mas li comentários de que é bem diferente da série de t.v, fato que me deixou um pouco chateada em esperar algo mais marcante no livro.

The 100 trata-se de uma distopia onde o planeta Terra após ter sofrido  uma terrível guerra nuclear fica inabitável, os humanos sobreviventes uniram-se e passaram a viver em espaçonaves. Em Phoenix - a principal espaçonave - criaram uma conduta social chamada Doutrina Gaia que se violada tinha por  consequência para maiores de 18 anos uma injeção letal (e soltavam o corpo para vagar morto pela galáxia) e para os menores o confinamento, que ao completarem 18 anos possibilitava um rejulgamento e talvez uma nova chance.

A grande questão de "Os escolhidos" é que eles precisavam controlar a quantidade de pessoas (algo que fazia parte da lei era não poder ter mais de um filho)  e mesmo assim eles estavam ficando em grande número e colocando toda a humanidade em risco de extinção, mediante a isso, escolheram 100 jovens condenados para enviarem ao planeta terra e testarem a possibilidade de repovoar o lugar que seus ancestrais viveram, ou seja eles não tiveram a chance de ter um rejulgamento e ao mesmo tempo poderiam ser perdoados e ainda repovoarem a Terra e isso é a questão de euforia dos personagens: Vamos ou não viver?

O livro é narrado em terceira pessoa por 4 personagens: Clarke, Wells, Glass e Bellamy, é narrado o presente e relembrado o passado. A princípio eu me confundi um pouco com a quantidade de personagens com histórias que precisavam ser costuradas uma a outra e cheguei a parar a leitura ler outro livro e depois retomar fazendo anotações e marcações. Quando entrei no embalo do livro, eu esperava mais na questão das mutações no planeta Terra, assim como presenciei ao assistir o trailer da série de t.v, mas esse primeiro livro é focado mais no passado dos personagens e na expectativa de vida.

Eu dei 4 estrelas devido a ter terminado de uma maneira que me deixou extremamente instigada a ler o próximo livro. Acredito que o próximo livro vai abordar mais as mutações no planeta. Apesar de esperar algo mais frio, algo mais ficção científica eu gostei porque acabei me envolvendo bastante com os personagens que retratam com muita clareza a dor sentimental do amor romântico e fraternal; eu adoro quando me deparo com personagens calorosos e profundos. A autora tem bastante sensibilidade para romance e achei incrível a grandiosidade que conseguiu transmitir sobre a beleza do planeta terra, o simples pôr do sol que é algo que temos todos os dias e muitas vezes não valorizamos, eu consegui parar para pensar e poderia sugerir um slogan: "Estamos destruindo nosso planeta e não damos valor ao que temos."

Super recomendo o livro, continuarei lendo a série e vou começar a assistir a série de t.v e com certeza postarei minha opinião por aqui.

30.5.14

RÉQUIEM



Delírio #3

Autor: Lauren Oliver
Editora:Intrínseca
Páginas: 304
Avaliação: 

Réquiem é o terceiro livro da trilogia Delírio de Lauren Oliver lançado no mês de maio pela editora Intrínseca

Quando soube do lançamento fiquei ansiosa porque o final do segundo livro "Pandemônio" foi muito, muito instigante.

Mediante a tanta expectativa e desejo de ler o final da trilogia fiquei pensando: "O que raios é Réquiem?" 

Eu li o livro todinho sem saber, acredita? A dúvida não podia perdurar mais e pesquisando descobri que réquiem significa prece aos mortos ou música cantada durante os velórios para homenagear os mortos, também significa "repouso" no sentido de morte.

Ps: Se você ainda não leu os dois primeiros livros não recomendo que continue lendo a resenha, para não ter spoiller.

No último livro da trilogia os capítulos são alternados entre Lena e Hana, que vivem o extremo oposto uma da outra.

Lena é um importante membro da resistência contra o governo e procura a cada dia juntamente com seus amigos unir mais forças para enfrentar a guerra que está para acontecer. Após descobrir que Alex está vivo tudo muda com Julian e seus sentimentos ficam completamente conturbados, principalmente porque Alex a trata com frieza e desprezo.

Hana que anteriormente era melhor amiga de Lena, agora está curada e noiva do futuro prefeito, o que ela não esperava era questionar se a intervenção realmente teve efeito em sua vida, pois sente muita saudade de sua amiga e tem muitos questionamentos sobre seu futuro.

Lauren Oliver tem profundidade em sua escrita, eu fiquei abaladíssima na leitura do primeiro livro da trilogia intitulado "Delírio", o romance entre Lena e Alex é de chorar e de ficar de ressaca literária, por esse motivo logo em seguida eu li "Pandemônio" segundo livro da trilogia e fiquei chateada porque não me identifiquei nada com o Julian o personagem que forma o suposto triângulo amoroso. Réquiem fez meu coração bater mais forte novamente com a volta de Alex, mas não existe todo aquele envolvimento do início entre ele e Lena, apesar desse grande detalhe fiquei muito entretida e um pouco apreensiva para saber o que aconteceria no final e gostei até o penúltimo capítulo, já o último capítulo foi muito surreal e isso me fez tirar uma estrelinha. É difícil uma série que começa muito boa se manter e na minha opinião deu uma esfriada total no sentindo do romance.

Eu achei que a essência de Lena se perdeu ao longo da trilogia, não sei se foi intencional da parte da autora demonstrar as mudanças e conflitos que Lena passa, mas isso me incomodou muito. O que salvou nesse desfecho foi a Hana que mesmo sendo uma curada, o tempo todo questionava se estava no caminho certo e apresenta muita coragem e atitude.

Fortes personagens aparecem como o vilão Fred que é o noivo de Hana e que traz um certo suspense e mistério, Pippa que tem uma força espetacular e ajudará o grupo dos não curados. Graúna e Prego sempre no comando estão vibrantes e até mesmo o Julian está mais interessante com sua atitude valente e otimista. Dificilmente fico tão envolvida com personagens secundários, mas em Réquiem a composição deles está maravilhosa.

No contexto distópico achei que teve um começo excelente um meio ótimo e um fim bom além de ter sido muito ilusório, faltou mais páginas, fiquei com alguns questionamentos acerca dos personagens, ficou incompleto, eu senti falta de mais explicação e drama, assim como Lauren vinha fazendo desde o início da trilogia. Eu precisava que o final ficasse emocionante e confesso que fiquei inconformada e procurando ao mínimo mais uma página. Não sei se eu fui exigente demais, infelizmente o final não me tocou, não bateu. Apesar de não ter gostado do final eu não me arrependo de ter lido a trilogia que no geral é muito boa e eu recomendo.

9.5.14

ELEANOR & PARK



Autor: Raibow Rowell
Editora: Novo Século
Páginas: 325
Avaliação

Quando me interessei pelo livro não imaginava a repercussão que ele teria, já que não havia lido nenhuma resenha, simplesmente me apaixonei pela capa e sinopse mas infelizmente não atingiu inteiramente minhas expectativas.

A capa descreve muito bem os personagens e cada vez que eu fechava o livro ficava admirando a ilustração; se você também se apaixona por capas entende o que estou tentando expressar. 

Eleanor & Park pelo que percebi promete ser um dos mais queridinhos de 2014 no gênero jovem adulto publicado pela editora novo século. 

O livro é narrado em terceira pessoa sobre o ponto de vista de ambos personagens, os capítulos são bem curtinhos e a leitura é muito fluída e gostosa do tipo de livro que se lê em um dia.

Eleanor é uma adolescente que além de enfrentar problemas com o padrasto é considerada uma esquisitona por ser grande, gordinha e vestir roupas largas e despojadas e isso a faz ser constantemente discriminada e vitima de bullying na escola. Ela só não imaginava que mediante a tantos conflitos vivenciaria sua primeira paixão. Assim como no filme Meu primeiro amor, a autora Raibow Rowell soube brincar com o universo mágico da descoberta do amor e criar um lindo romance drama só que ainda conseguiu colocar muito humor no livro.

Eleanor conhece Park um garoto descendente de coreano e irlandês e tem com olhos verdes (que lindo), é apaixonado por música punk e história em quadrinhos. Sua peculiaridade desperta a atenção de Eleanor que dia após dia ao se sentar ao seu lado no ônibus da escola vai descobrindo um sentimento a mais, logo Park se vê no universo de Eleanor, começa a defender na escola, emprestar gibis e trocar músicas favoritas. 

A interação deles é mágica e pura, tudo é uma nova descoberta, segurar as mãos, sentir o perfume, dar o primeiro beijo. Ao mesmo tempo eles se ajudam a encararem os problemas familiares e sociais. É encantador a sinergia dos personagens. Percebe-se o amadurecimento mútuo entre eles.


***

Fiquei bastante encantada com os personagens adorei a Eleanor porque acho linda gente ruiva (eu queria ser) e não acredito que ela sofria discriminação, também gostei muito da sinceridade dela. Park é uma gracinha é super gentil, imagine um coreano de olho verde, muito amor pela descrição deles.

Quem já leu e adorou deve estar achando estranho eu dar 4 estrelas, acontece que eu classifico os livros que leio não pela razão, mas sim pura e simplesmente pela emoção e o final foi um balde de água fria, eu esperava algo diferente e depois de ter tido tantas emoções fortes durante a leitura no final fiquei em pleno vazio. Dá para entender?

Realmente o livro é muito bom, aborda muitas questões super polêmicas que acaba revirando os sentimentos do leitor, eu suspirei e em certos momentos tive vontade de entrar no livro e dar conselhos e até mesmo umas boas porradas no padrasto da Eleanor, mas não concordo de jeito nenhum com o final, isso me deixou bastante chateada e até dificultou para eu resenhar. 

Enfim como eu disse, para mim o final foi ruim, mas como teve repercussão os direitos do livro foram vendidos e promete virar filme, acho que será bem bonitinho, e torço para que no cinema possam fazer um final mais significativo.

28.3.14

BRANCA DOS MORTOS E OS SETE ZUMBIS E OUTROS CONTOS MACABROS



Autor: Fábio Yabu
Editora: Globo Livros
Páginas: 197
Avaliação:     

Uma reflexão sobre o lado obscuro do ser humano!

Quando eu li a sinopse e me interessei pelo livro imaginei que iria ler somente alguns contos sangrentos e iria me distrair e ficar impressionada. Realmente tive essa reação, afinal é uma releitura de contos de fadas com fatos assustadores e macabros, e também tem tudo a ver com o título e a capa do livro; mas para minha surpresa não parou por aí, pude perceber que o livro exala em suas entrelinhas um grito de revolta contra a falta de amor do ser humano, contra as injustiças vividas, e até mesmo faz uma analogia ao que ocorre em uma cadeia alimentar quando o predador precisa se alimentar de sua caça. Se você parar e analisar o nosso dia-a-dia é só ligar a televisão sintonizar no noticiário para ver o sangue jorrando da tela, é só sair na rua para presenciar a falta de humanidade das pessoas que mais parecem animais irracionais e egoístas em busca de sobrevivência, e digo mais, muitas vezes nem é preciso sair de casa porque muitos são vítimas da violência doméstica verbal e corporal.

Você consegue perceber o quanto meu senso crítico foi despertado?

Esse livro confronta a idéia da fantasia x realidade, uma linha tênue separa um do outro. Achei muito perfeito, Fábio Yabu ganhou minha admiração e respeito e fico orgulhosa de saber que é um autor nacional e ainda de perto, é de Santos- São Paulo, isso traz uma imensa felicidade.

Branca de Neve, Cinderela, Chapeuzinho Vermelho, Rapunzel, Três Porquinhos entre outros fazem parte desses maravilhosos contos, com seus nomes tranformados como por exemplo Branca dos Mortos, Cindehella e Samarapunzel. 

Toda a fantasia que sempre carreguei em minha memória desde que era uma pequena leitora de livros ilustrados foi massacrado por um banho de sangue e realidade. Confesso que fiquei assombrada e tive pesadelos, nunca havia lido nada sombrio porque sou extremamente medrosa para tudo relacionado a terror, eu me impressiono fácil, fácil. A leitura para você pode ser leve e engraçado, ou pode ser mais forte do que foi para mim. 

Vale ressaltar que essa é a segunda edição que por sinal está maravilhosa, a capa parece que está melada e quando eu comprei achei que o livro tivesse vindo estragado, isso trouxe um impacto bem legal já que comprei pela internet. No verso do livro tem uma zumbi perfeita e assustadora, em cada capítulo tem ilustração de acordo com o conto, a diagramação também não deixou nada a desejar.

Eu recomendo esse livro para todas as pessoas que foram ou são apreciadoras de contos de fada, será uma experiência fantástica.

12.3.14

PERDIDA



Autor: Carina Rissi
Editora: 363
Páginas: Verus
Avaliação    

Apaixonante, épico e super moderno, dá para entender?

Com muito bom humor Carina Rissi conseguiu criar uma atmosfera mágica e super encantadora em Perdida. 

Sofia é uma garota moderna, independente e racional, é do tipo que não acredita em contos de fadas, príncipe encantado e morre de pavor da palavra "casamento", apesar de tudo isso ela ama ler romances.

Diria que assim como todas as garotas dos tempos atuais adoram celular, Sofia também não largava o seu para nada, até que o celular dela caiu na água do vaso sanitário, se isso já aconteceu com você já deve imaginar o que Sofia fez, é claro, foi comprar um novo celular, o que ela não sabia é que o seu novo aparelho, super comum iria mudar sua vida pra sempre.

Derrepente de um momento para outro Sofia descobre estar PERDIDA no século dezenove, sem saber como voltar para casa e com roupas inapropriadas para a época não vê outra alternativa a não ser aceitar a hospitalidade de um homem estranho (que por sinal era o homem estranho mais lindo, charmoso e gentil que poderia ter encontrado) que pensa que ela foi assaltada na estrada.

"-Suas vestes senhorita- ele murmurou- Mal posso crer na audácia de tais bárbaros."

"-Ai, caramba! Prometo, senhor Clarke. É que é tão estranho te chamar de senhor! Você deve ter quase minha idade. - Talvez tivesse vinte e três ou vinte e quatro. Eu estava habituada a chamar homens bem mais velhos de senhor, mas um cara bonito e tão jovem, e que não era meu superior."

Eu achei muito engraçado o fato de Sofia ter de se habituar a um lugar que não tinha nenhuma tecnologia, eu acho que ia surtar. Fiquei a cada momento imaginando e rindo de tudo o que ela passou, principalmente na casinha, se ainda não leu, quando ler vai entender o que é a tal casinha. 

Quando eu estava lendo me lembrei muito de Orgulho e Preconceito, toda o sarcasmo do par romântico estava muito evidente, e ficou claro quando a autora revela através da personagem, a sua inspiração por Jane Austen

"Ian concordou com a cabeça e fez uma mesura com o braço. Era tão surreal! Eu tinha a impressão de que, a qualquer momento, o senhor Darcy em pessoa sairia de alguma daquelas portas de madeira acompanhando Lizzy Bennet." 

"Virei com muito cuidado aquela primeira edição de Razão e Sensibilidade em minhas mãos, como se ela fosse feita de um fino cristal que pudesse facilmente estilhaçar."

***

Carina Rissi brinca com viagem no tempo, destino e fantasia, podemos ver até o pozinho mágico voando ao virar as páginas, eu suspirei, me emocionei enfim me apaixonei demais. Lembrei-me de um filme da Disney que eu adoro chama-se "Encantada" que é uma mistura de real e fantasia. Também não saia da minha cabeça que a Sofia é a atriz Julia Stiles daquele filme "Um Príncipe em minha vida", engraçado que o filme até remete um pouco de Perdida. Apesar de o livro me sugerir todas essas referências, foi totalmente surpreendente e diferente.

Eu super recomendo, para quem é romântico e que não abre mão de uma pitada de humor e fantasia.

27.2.14

HARRY POTTER E A PEDRA FILOSOFAL




Autor: J.K.Rowling
Editora: Rocco
Páginas: 223
Avaliação:      

Atenção essa resenha tem spoiller, eu escrevi como um desabafo para compartilhar com os fãns da série, e todas as próximas resenhas de Harry Potter serão no mesmo estilo.

Tive o grande prazer assim como tantas pessoas de adquirir gosto pela leitura a partir de Harry Potter. Como eu iniciei a série e não passei do 2º livro, eu adquiri a coleção toda e  finalmente irei ler esse ano de 2014 um livro por mês. 

Harry Potter é sagrado e confesso que é até difícil resenhar algo que já foi tanto lido e aclamado.

Esse livro foi uma releitura e também já assisti ao filme diversas e diversas vezes, porém o engraçado é que consegui apesar de já saber o que iria acontecer me divertir bastante e meus sentimentos ficaram ainda mais aflorados para muitas coisas que já estamos cansados de saber. 

É uma resenha para você que é hiper fã relembrar cenas tão marcantes, e você que não é fã, ver um pouco do porque eu adoro Harry Potter.

  • Impossível não sentir raiva dos tios e primo de Harry, sempre e sempre, cada vez que leio a raiva aumenta.

"Naturamente seus aniversários não eram lá muito divertido- no ano anterior, os Dursley tinham-lhe dado um cabide e um par de meias velhas do tio Válter. Ainda assim, não se fazia onze anos todos os dias."

  • Impossível não ter raiva do tempo que leva para Harry descobrir quem ele realmente é de fato.

"Quando virou o envelope, com a mão trêmula, Harry viu um lacre de cera púrpura com um brasão; um leão, uma águia, um texugo e uma cobra circulando uma grande letra H."

" -Eu sou o quê? - ofegou Harry
-Um bruxo, é claro - repetiu Hagrid, recostando-se no sofá, que gemeu e afundou ainda mais-, e um bruxo de primeira, eu diria, depois que receber um pequeno treino."

  • Impossível não vibrar quando Hagrid chama o tio Válter de trouxa.

"-Eu gostaria de ver um grande trouxa como você impedi-lo - respondeu.
-Um o quê? - perguntou Harry, interessado.
-Um trouxa - disse Hagrid -, é como chamamos gente que não é mágica como nós. E você teve o azar de ser criado na família dos maiores trouxas que já vi na vida."

  • Impossível não vibrar quando Harry descobre ter muito dinheiro de bruxo e finalmente adquirir uma roupa do seu tamanho, ir as compras dos materiais escolares e de ter uma linda coruja, que eu adoro, adoro, adoro a Edwiges, ela é demais, linda, linda, linda, queria uma só para mim. 

"-Harry ficava em seu quarto, com a nova coruja por companhia. Decidira chamá-la Edwiges, um nome que encontrara na História da magia."

  • Impossível não ficar empolgado com a nimbus 2000 que Harry ganha e querer presenciar a cena para ver ele fazendo seu primeiro vôo e depois sendo descoberto como um grande talento mirim como apanhador para o time de quadribol. É impagável a reação de Draco Malfoy, eu odeio ele. 

"Até  Harry, que não entendia nada de vassouras e suas diferenças, achou que a Nimbus tinha uma aparência fantástica. Aerodinâmica e reluzente com um cabo de mogno, a vassoura tinha uma longa cauda de palhas limpas e retas e a marca Nimbus 200 escrita a ouro próximo ao punho."

" Harry viu, como se fosse em câmera lenta, a bolinha subir no ar e começar a cair. Ele se curvou para a frente e apontou o cabo da vassoura para baixo -no instante seguinte estava ganhando velocidade num mergulho quase vertical, apostando corrida com a bolinha - o vento assobiava em suas orelhas, misturado aos gritos das pessoas que olhavam - ele esticou a mão - a uns trinta centímetros do solo agarrou-a, bem em tempo de levar a vassoura à posição vertical, e caiu suavemente na grama com o Lembrol salvo e seguro na mão."

E a famosa frase:

"-A última vez que o vi, você era um bebê - disse o gigante. - Você parece muito com o seu pai, mas tem os olhos da sua mãe."

Dificilmente um livro desperta em mim tantas emoções como Harry Potter, acredito que essa seja a verdadeira magia de um livro, onde ficamos amigos dos personagens a ponto de desejar estar dentro do livro com eles, de sofrer, de rir, de sentir muita raiva, de comemorar e nunca deixar de sentir carinho sempre por cada cena, cada personagem. Esse é o motivo de tanto sucesso. Acredito que para quem não goste de Harry Potter, deve ser pura e simplesmente pelo fato de não ser o tipo de leitura que aprecie, mas como eu sou fã de fantasia, esse livro é maravilhoso e daria 100 estrelas.

O quote mais incrível do livro. Sem mais palavras.

"-Sua mãe morreu para salvar você. Se existe uma coisa que Voldemort não consegue compreender é o amor. Ele não entende que um amor forte como o da sua mãe por você deixa uma marca própria. Não é uma cicatriz, não é um sinal visível...ter sido amado tão profundamente, mesmo que a pessoa que nos amou já tenha morrido, nos confere uma proteção eterna."

14.2.14

A MENINA QUE COLECIONAVA BORBOLETAS



Autor: Bruna Vieira
Editora: Gutenberg
Páginas: 151
Avaliação:  

Faz cerca de um mês que conheci a blogueira e autora Bruna Vieira e não demorou muito para me encantar totalmente com a pessoa maravilhosa que ela é, já conhecia os outros lançamentos dos dois primeiros livros dela e não tive interesse de ler, quando vi a capa desse livro logo após começar a acompanhar o blog e vlog que me interessei em ler e logo na mesma semana fiquei sabendo que teria o lançamento na Saraiva do Shopping Center Norte que é pertinho da minha casa, aproveitei e fui conhecê-la pessoalmente, resumindo adorei esse livro, adorei conhecer a Bruna e agora quero ler todos os livros dela.

Bruna Vieira é uma blogueira na qual admiro e que tem me inspirado demais, me identifico muito com o estilo dela e depois de ler o livro encontrei fatores psicológicos que também me identifiquei.

A Menina que Roubava Borboletas é um livro de crônicas e contos que Bruna reuniu ao longo de seus 19 aninhos, pois é, ela é novinha, eu acho que idade é muito irrelevante e como ela mesma diz, muitas pessoas acham que ela é mais velha devido a maturidade. Acho que ela se expressa muito bem e diz coisas muito interessantes, por eu também ser blogueira adorei ler o livro de uma outra blogueira, ainda mais de sucesso, foi uma delícia ler esse livro a cada página virada me identificava com muitas coisas e ria alto, o livro também tem várias ilustrações belíssimas, bom, não preciso nem falar, é só olhar a capa do livro que vai saber que são lindas, a ilustradora está de parabéns.

"Sou taurina, mineira e teimosa. Não acredito nessas convenções baratas, mas, como minha mãe sempre disse antes de uma bronca, quando coloco algo na cabeça ninguém consegue tirar."

Para início de conversa eu também sou do mês de maio e sou uma taurina bem da teimosa, só não sou mineira, mas quando eu coloco algo na cabeça, é terrível, nem eu me aguento. hahaha

" São pouquíssimas pessoas no mundo que me completam e que me fazem que me sintam totalmente à vontade. Para andar descalça e colocar o óculos de grau."

Eu também uso lentes de contato e não me sinto a vontade de óculos de grau perto de ninguém, só dos meus pais e do meu namorado. rsrs

" Ah, e no Facebook eu nunca resisto e compartilho todas as fotos de minions..."

Adoro de paixão os minions !!!! Quero tudo deles, caderno, pelúcia, caneca, etc.

No livro ela demonstra bastante suas decepções sentimentais, e achei bem profundo e poético, acho que ela tem alma de artista. O que me fez tirar uma estrela, foi o fato de ter alguns trechos que não entendia muito bem o que ela estava querendo dizer, eu acho que é devido a não ter lido o primeiro livro, só vou saber quando lê-lo, eu cheguei até a comentar isso pessoalmente com ela no dia que ela autografou o livro, porque eu li o livro antes de autografar e ela via as minhas marcações e perguntou se eu tinha gostado, então disse que amei e só fiquei confusa em alguns trechos. Na verdade não é que fiquei confusa, fiquei curiosa para saber para quem se destinava tantas declarações.

Espero ler os outros livros em breve e logo mais em agosto na bienal comprar o próximo lançamento. 

"O amor não gosta de contratos. Alianças de ouro não servem como moeda de troca. Ele não dá a mínima para cor, idade ou classe social. Se tentar, vai ver que é impossível obrigar alguém entender e aceitar o sentimento."

Bruna é uma eterna apaixonada e na opinião dela se apaixonar é assustador, a minha curiosidade é saber se toda a sua aclamação é destinada a um grande amor, ou a várias paixonites, isso ficou como uma incógnita.

Enfim, achei super divertido e repito que me identifiquei muito e deixo mais dois quotes que achei legal que serviu para minha reflexão e quem sabe pode servir para você também.

"Para conseguir virar a nossa página, precisamos de escolhas e atitudes."

"Você pode ter grana, um lugar legal para morar e um milhão de pessoas que querem saber sobre sua vida incrível, mas isso não é reconfortante quanto parece. É uma ilusão que a gente cria quando ainda existe uma certa distância entre quem nós somos e quem sonhamos ser." 


22.11.13

TODO DIA



Autor: David Levithan
Editora: Galera Record
Páginas: 279
Avaliação:     

Foi impossível parar de ler, é o tipo de livro de se ler em um dia.

Todo dia "A" acorda em um corpo diferente, em um lugar diferente e por não ter um sexo definido não estranha ter de habitar corpos femininos ou masculinos. Apesar de não ter um sexo definido, o autor nos faz pensar que "A" é do gênero masculino por o especificar como o "A", porém em diversos trechos ele menciona não ter de fato um sexo. 

Achou tudo isso meio confuso? Essa é a exata sensação que acontece, eu fiquei bem confusa de início, mas depois adentrei de tal forma a vida de "A" e foi encantador.

O livro é narrado em primeira pessoa e cada capítulo inicia-se com um número representando o dia de "A". Ele não sabe o porque tem o poder de se transportar de um corpo para outro, mas tem suas emoções totalmente definidas e por ter conhecido pessoas de todos os tipos tem uma maturidade e bagagem de vida difereciada. Ele tem 16 anos e pelo o que eu entendi a cada aniversário de vida vai habitando pessoas que apresentam a mesma idade, ou seja no livro ele habita apenas corpos de pessoas com 16 anos.

Ele acordava e logo descobria quem de fato estava habitando, até que acordou no corpo de Justin que namorava com Rhiannon e foi nesse exato momento que sua vida tão complicada ficou ainda mais turbulenta, porque ele se apaixonou, e como se relacionar com um alguém sem pertencer a um corpo exatamente seu todos os dias?


Essa é a grande questão de "Todo Dia", o desejo desesperado de estar com a mesma pessoa e não saber onde estará no dia seguinte.

O autor conseguiu despertar em mim variados sentimentos. Primeiramente apesar do personagem habitar vários corpos ele não é algo de fato físico, o que torna "A" um tanto quando instrospectivo deixando a leitura ainda mais profunda e vigorosa.

Eu pude ler nas entrelinhas assuntos ou temas como: futilidade, preconceito, falsidade, superficialidade, banalidade, depressão, violência, religião, obesidade entre outros. 

"As pessoas não dão valor á continuidade do amor, assim como não dão valor á continuidade do corpo. Não percebem que a melhor coisa sobre o amor é sua presença constante."

Foi uma lição de vida, na minha opinião, me mostrou que o amor é algo que transcende, que vai além do que a mão pode tocar e do que os olhos podem ver, é intenso, real e não tem limites. Não falo apenas do amor romântico, mas o amor ao próximo. "A" conseguia enxergar o ser humano em sua essência e não o julgava por ser heterosexual ou homesexual, ou por ser gordo ou magro, ou feio ou bonito. 

Apesar de ter toda essa riqueza e profundidade eu me decepcionei com o finalzinho do livro, fiquei super ansiosa e várias questões ficaram pendentes referente a existencia de "A". Eu acredito que essa seja a forma que o autor definiu para não desfocar a mensagem principal do livro, portanto na minha opinião para o tipo de leitura que estou acostumada isso gerou certa estranheza e por isso 4 estrelinhas, mesmo assim eu hiper recomendo o livro.


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