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22.11.13

TODO DIA



Autor: David Levithan
Editora: Galera Record
Páginas: 279
Avaliação:     

Foi impossível parar de ler, é o tipo de livro de se ler em um dia.

Todo dia "A" acorda em um corpo diferente, em um lugar diferente e por não ter um sexo definido não estranha ter de habitar corpos femininos ou masculinos. Apesar de não ter um sexo definido, o autor nos faz pensar que "A" é do gênero masculino por o especificar como o "A", porém em diversos trechos ele menciona não ter de fato um sexo. 

Achou tudo isso meio confuso? Essa é a exata sensação que acontece, eu fiquei bem confusa de início, mas depois adentrei de tal forma a vida de "A" e foi encantador.

O livro é narrado em primeira pessoa e cada capítulo inicia-se com um número representando o dia de "A". Ele não sabe o porque tem o poder de se transportar de um corpo para outro, mas tem suas emoções totalmente definidas e por ter conhecido pessoas de todos os tipos tem uma maturidade e bagagem de vida difereciada. Ele tem 16 anos e pelo o que eu entendi a cada aniversário de vida vai habitando pessoas que apresentam a mesma idade, ou seja no livro ele habita apenas corpos de pessoas com 16 anos.

Ele acordava e logo descobria quem de fato estava habitando, até que acordou no corpo de Justin que namorava com Rhiannon e foi nesse exato momento que sua vida tão complicada ficou ainda mais turbulenta, porque ele se apaixonou, e como se relacionar com um alguém sem pertencer a um corpo exatamente seu todos os dias?


Essa é a grande questão de "Todo Dia", o desejo desesperado de estar com a mesma pessoa e não saber onde estará no dia seguinte.

O autor conseguiu despertar em mim variados sentimentos. Primeiramente apesar do personagem habitar vários corpos ele não é algo de fato físico, o que torna "A" um tanto quando instrospectivo deixando a leitura ainda mais profunda e vigorosa.

Eu pude ler nas entrelinhas assuntos ou temas como: futilidade, preconceito, falsidade, superficialidade, banalidade, depressão, violência, religião, obesidade entre outros. 

"As pessoas não dão valor á continuidade do amor, assim como não dão valor á continuidade do corpo. Não percebem que a melhor coisa sobre o amor é sua presença constante."

Foi uma lição de vida, na minha opinião, me mostrou que o amor é algo que transcende, que vai além do que a mão pode tocar e do que os olhos podem ver, é intenso, real e não tem limites. Não falo apenas do amor romântico, mas o amor ao próximo. "A" conseguia enxergar o ser humano em sua essência e não o julgava por ser heterosexual ou homesexual, ou por ser gordo ou magro, ou feio ou bonito. 

Apesar de ter toda essa riqueza e profundidade eu me decepcionei com o finalzinho do livro, fiquei super ansiosa e várias questões ficaram pendentes referente a existencia de "A". Eu acredito que essa seja a forma que o autor definiu para não desfocar a mensagem principal do livro, portanto na minha opinião para o tipo de leitura que estou acostumada isso gerou certa estranheza e por isso 4 estrelinhas, mesmo assim eu hiper recomendo o livro.


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