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27.2.14

HARRY POTTER E A PEDRA FILOSOFAL




Autor: J.K.Rowling
Editora: Rocco
Páginas: 223
Avaliação:      

Atenção essa resenha tem spoiller, eu escrevi como um desabafo para compartilhar com os fãns da série, e todas as próximas resenhas de Harry Potter serão no mesmo estilo.

Tive o grande prazer assim como tantas pessoas de adquirir gosto pela leitura a partir de Harry Potter. Como eu iniciei a série e não passei do 2º livro, eu adquiri a coleção toda e  finalmente irei ler esse ano de 2014 um livro por mês. 

Harry Potter é sagrado e confesso que é até difícil resenhar algo que já foi tanto lido e aclamado.

Esse livro foi uma releitura e também já assisti ao filme diversas e diversas vezes, porém o engraçado é que consegui apesar de já saber o que iria acontecer me divertir bastante e meus sentimentos ficaram ainda mais aflorados para muitas coisas que já estamos cansados de saber. 

É uma resenha para você que é hiper fã relembrar cenas tão marcantes, e você que não é fã, ver um pouco do porque eu adoro Harry Potter.

  • Impossível não sentir raiva dos tios e primo de Harry, sempre e sempre, cada vez que leio a raiva aumenta.

"Naturamente seus aniversários não eram lá muito divertido- no ano anterior, os Dursley tinham-lhe dado um cabide e um par de meias velhas do tio Válter. Ainda assim, não se fazia onze anos todos os dias."

  • Impossível não ter raiva do tempo que leva para Harry descobrir quem ele realmente é de fato.

"Quando virou o envelope, com a mão trêmula, Harry viu um lacre de cera púrpura com um brasão; um leão, uma águia, um texugo e uma cobra circulando uma grande letra H."

" -Eu sou o quê? - ofegou Harry
-Um bruxo, é claro - repetiu Hagrid, recostando-se no sofá, que gemeu e afundou ainda mais-, e um bruxo de primeira, eu diria, depois que receber um pequeno treino."

  • Impossível não vibrar quando Hagrid chama o tio Válter de trouxa.

"-Eu gostaria de ver um grande trouxa como você impedi-lo - respondeu.
-Um o quê? - perguntou Harry, interessado.
-Um trouxa - disse Hagrid -, é como chamamos gente que não é mágica como nós. E você teve o azar de ser criado na família dos maiores trouxas que já vi na vida."

  • Impossível não vibrar quando Harry descobre ter muito dinheiro de bruxo e finalmente adquirir uma roupa do seu tamanho, ir as compras dos materiais escolares e de ter uma linda coruja, que eu adoro, adoro, adoro a Edwiges, ela é demais, linda, linda, linda, queria uma só para mim. 

"-Harry ficava em seu quarto, com a nova coruja por companhia. Decidira chamá-la Edwiges, um nome que encontrara na História da magia."

  • Impossível não ficar empolgado com a nimbus 2000 que Harry ganha e querer presenciar a cena para ver ele fazendo seu primeiro vôo e depois sendo descoberto como um grande talento mirim como apanhador para o time de quadribol. É impagável a reação de Draco Malfoy, eu odeio ele. 

"Até  Harry, que não entendia nada de vassouras e suas diferenças, achou que a Nimbus tinha uma aparência fantástica. Aerodinâmica e reluzente com um cabo de mogno, a vassoura tinha uma longa cauda de palhas limpas e retas e a marca Nimbus 200 escrita a ouro próximo ao punho."

" Harry viu, como se fosse em câmera lenta, a bolinha subir no ar e começar a cair. Ele se curvou para a frente e apontou o cabo da vassoura para baixo -no instante seguinte estava ganhando velocidade num mergulho quase vertical, apostando corrida com a bolinha - o vento assobiava em suas orelhas, misturado aos gritos das pessoas que olhavam - ele esticou a mão - a uns trinta centímetros do solo agarrou-a, bem em tempo de levar a vassoura à posição vertical, e caiu suavemente na grama com o Lembrol salvo e seguro na mão."

E a famosa frase:

"-A última vez que o vi, você era um bebê - disse o gigante. - Você parece muito com o seu pai, mas tem os olhos da sua mãe."

Dificilmente um livro desperta em mim tantas emoções como Harry Potter, acredito que essa seja a verdadeira magia de um livro, onde ficamos amigos dos personagens a ponto de desejar estar dentro do livro com eles, de sofrer, de rir, de sentir muita raiva, de comemorar e nunca deixar de sentir carinho sempre por cada cena, cada personagem. Esse é o motivo de tanto sucesso. Acredito que para quem não goste de Harry Potter, deve ser pura e simplesmente pelo fato de não ser o tipo de leitura que aprecie, mas como eu sou fã de fantasia, esse livro é maravilhoso e daria 100 estrelas.

O quote mais incrível do livro. Sem mais palavras.

"-Sua mãe morreu para salvar você. Se existe uma coisa que Voldemort não consegue compreender é o amor. Ele não entende que um amor forte como o da sua mãe por você deixa uma marca própria. Não é uma cicatriz, não é um sinal visível...ter sido amado tão profundamente, mesmo que a pessoa que nos amou já tenha morrido, nos confere uma proteção eterna."

5.10.13

O JOGO DA MENTIRA



The Lying Game #1

Autor: Sara Shepard
Editora: Rocco
Páginas: 382
Avaliação: 

Passou bem longe do que eu esperava!

O Jogo da Mentira é o primeiro livro da série The Lying Game da mesma autora da série Pretty Little Liars, Sara Shepard.

A princípio fiquei bastante ansiosa devido ao certo mistério que a sinopse apresenta, eu sou fã de livros que sugerem um bom suspense, mas confesso achar que a sinopse deixou muito a desejar e resolvi fazer uma resenha bem detalhada. (Cuidado- Spoiller)

Trata-se da história de duas gêmeas que separadas ao nascimento tiveram caminhos totalmente opostos, Emma viveu desde o desaparecimento de sua mãe em lares adotivos e Sutton foi adotada por uma família rica.

Após Emma ser acusada de roubo pelo irmão adotivo e assistir um vídeo que mostra alguém igualzinha a ela, descobre ter uma irmã gêmea. Emma resolve investigar através da internet a vida do ser que até o momento ela não tinha ideia que existisse e como está para completar 18 anos, diante da situação do roubo a única alternativa é ir embora e ser independente. Então ela consegue marcar um encontro com a irmã, mas é surpreendida. O encontro com a irmã não só dá errado, como ela depara-se com a situação de ter de assumir o lugar de Sutton e ficar de boca fechada, como se nada tivesse acontecido. 

A personagem Emma que tem de assumir o lugar da irmã gêmea, também tenta investigar a todo custo o que aconteceu de fato.

Emma passa a conviver com as amigas de Sutton, a Madeline, a Charlene, e também a filha dos pais adotivos, Laurel, sua nova irmã. Todas são patricinhas mimadas, com muitos vícios de consumo, são muito populares na escola e fazem brincadeiras de mal gosto. Todos ao seu redor são verdadeiros estranhos e são suspeitos do desaparecimento de Sutton.

Eu estranhei um pouco as descrições de marcas e objetos de beleza, parecia que estava tendo um flash de Alicia Silverstone em As Patricinhas de Beverly Hills e Reese Whiterspoon em Legalmente Loira, não é que eu não goste, acho super legal, é que só não estou acostumada a ler livros muito femininos.

A autora Sara Shepard traz muito suspense e de certa maneira é muito interessante, mas infelizmente fiquei muito decepcionada com o final, deu um certo desânimo de esperar o próximo livro lançar no Brasil, acho que seria diferente se já existisse a coleção toda traduzida e disponível em minhas mãos.

O livro foi adaptado para série de televisão "The Lying Game". Após ler o livro assisti ao capítulo piloto e achei muito ruim, mudaram algumas coisas que no meu ponto de vista seriam imprescindíveis para deixar a série cheia de suspense, com certeza não irei continuar a assistir. 

25.7.13

INSURGENTE



Editora: Rocco
Páginas: 502
Avaliação: 

Sei que algumas pessoas que gostaram muito de Insurgente podem ficar indignadas comigo, mas infelizmente depois de ter dado 5 estrelas para Divergente, me decepcionei demais com Insurgente. 

Quando terminamos um livro que faz parte de uma trilogia, ou série e gostamos muito, ficamos logo ansiosos para adquirir o próximo livro, não é mesmo? E foi assim que aconteceu comigo. Coloquei muita expectativa em Insurgente, e conforme lia cada página ficava pensando que iria melhorar e isso se prolongou até o último capítulo, o que me deixou super entediada e bem irritada. 

O livro continua exatamente onde parou, eles fugindo no trem para a facção da Amizade. Eu achei que a autora falhou muito em não ambientar o leitor. Em séries e trilogias é necessária o mínimo de explicações para que não nos sintamos perdidos, estilo séries de T.V que antes de iniciar um episódio, mostra o que aconteceu no capítulo anterior para nos introduzir na continuação. Eu tive que pegar Divergente e reler o último capítulo e nunca havia precisado fazer isso antes.

Depois disso, entrei de cabeça na leitura, porém comecei a me irritar com as atitudes de Tris, que ficou hiper traumatizada por ter assassinado o Will, e isso se arrasta, e arrasta.... A personagem ficou sem graça, parecia que precisava de um psicólogo para curar o trauma. Eu imaginei que a Tris ficaria ainda mais corajosa e no meu ponto de vista, não foi o que aconteceu em Insurgente. Gostaria muito que ela pudesse encarar melhor toda a situação, porque me transmitiu muita apatia.

No começo me agradei muito com o romance de Tris e Tobias, e até achei esse quote lindo.

"Envolvo sua cintura com um braço e respiro fundo contra o seu ombro. Ele cheira a suor, ar puro e menta. O cheiro de menta é da pomada que usa as vezes para relaxar os músculos doloridos. Ele também cheira a segurança, como uma caminhada por um pomar ensolarado ou um café da manhã silencioso no refeitório."

Com o decorrer do livro, algumas mentiras entre Tris e Tobias, deixou um clima bem desagradável e cansativo.

Em Insurgente as facções estão totalmente abaladas e perdidas. Devido ao ataque da Erudição a Abnegação que ocorre no final do primeiro livro, a Audácia é dividida em dois grupos, os que ficaram do lado da Erudição e o outro grupo que luta contra essa junção. Acontece em específico uma revelação que muda todo o percurso da história, e podemos vislumbrar o aparecimento dos sem facções. 

O que achei legal é que o clima do primeiro livro se arrasta no segundo, na questão de que os personagens transmitem a impressão de que quem é bom pode ser mau e quem é mau pode ser bom, essa jogada me agrada muito o que dá bastante suspense. 

Esse quote descreve bem isso:

"Descobri que as pessoas são compostas de camadas e mais camadas de segredos. Você pode achar que as conhece, que as entende, mas seus motivos estão sempre ocultos, enterrados em seus próprios corações. Você nunca as conhecerá de verdade, mas as vezes decide confiar nelas."

Tem muita ação, mas eu imaginava algo mais tenso que me desse vontade de não querer soltar o livro. Como eu disse, foi apenas no último capítulo que senti uma forte emoção e isso com certeza deixa uma curiosidade extrema para ter o próximo livro o mais rápido possível em mãos. Eu tenho a impressão que o próximo livro vai me agradar bastante, mas enquanto isso não vou alimentar a minha expectativa para que não me decepcione novamente.

7.6.13

DIVERGENTE



Editora: Rocco
Páginas: 502
Avaliação:  

Sinopse: Numa Chicago futurista, a sociedade se divide em cinco facções – Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição – e não pertencer a nenhuma facção é como ser invisível. Beatrice cresceu na Abnegação, mas o teste de aptidão por que passam todos os jovens aos 16 anos, numa grande cerimônia de iniciação que determina a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas, revela que ela é, na verdade, uma divergente, não respondendo às simulações conforme o previsto.


A jovem deve então decidir entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é.

E acaba fazendo uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma, e que terá desdobramentos sobre sua vida, seu coração e até mesmo sobre a sociedade supostamente ideal em que vive.

***

Realmente Divergente é sensacional!

Eu confesso que comprei devido a tantos comentários excelentes do livro, que por sinal supriu disparado as expectativas que eu tinha.

O livro é viciante e me deixou vidrada em cada página, a narrativa é em primeira pessoa no tempo presente, e a autora Veronica Roth, está de parabéns, pois a cada frase, a cada página, sentia os cenários, sentia como se eu fosse um personagem do livro devido a sensação de realidade que me foi transmitida. Sentia o vento, a adrenalina, o medo, o pânico e a paixão. 

Eu ficava realmente chateada quando por obrigações, eu tinha que parar de ler, mais ao chegar na metade, não aguentei e virei madrugada lendo.

Contém spoiller dos personagens.

Adorei a personagem Beatrice (Tris), achei fora do comum sua força, sua determinação e coragem. 

Além de ter muita ação, que me fez ver sangue voando das páginas, a parte de romance é muito, muito, muito especial. O romance vai surgindo lentamente, e como uma semente que brota e vai surgindo na terra na forma de uma planta, foi assim que aconteceu. 

Fiquei apaixonada pelo Quatro (Tobias), fazia muito tempo que não admirava assim um personagem, ele é especial demais, é muito carismático, é inteligente, forte, esperto, e sensível ao mesmo tempo. Ele é um tipo de cara que não olha aparência, ele olha além, isso é o ponto forte, que ganhou meu coração.

Os outros personagens interagem muitíssimo bem, e alguns viram inimigos de tão cruéis, fiquei desejando mal a eles, fiquei realmente com raiva. Alguns parecem bons, mais ao mesmo tempo, parece que não dá para confiar, é cheio de ambivalências, de luta, sedução e fascinação pelo poder e dominação.

Divergente só poderia ser uma trilogia, pois como disse, o livro é viciante, e logo dá uma tremenda vontade de continuar lendo e lendo, e lendo.

Terminei e fiquei com dor no coração, aquela dor que eu sinto quando termino de ler um livro que tornou-se um de meus favoritos, e esse realmente mexeu com minha cabeça e meu coração.

Trecho que me chamou atenção:

"Há décadas nossos antepassados perceberam que a culpa por um mundo em guerra não poderia ser atribuída à ideologia política, à crença religiosa, à raça ou ao nacionalismo. Eles concluíram, no entanto, que a culpa  estava na personalidade humana, na inclinação humana para o mal, seja qual for sua forma. Dividiram-se em facções que procuravam erradicar essas qualidades que acreditavam ser responsáveis pela desordem no mundo." página 48

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