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25.7.13

INSURGENTE



EditoraRocco
Páginas: 502
Avaliação: 

Sei que algumas pessoas que gostaram muito de Insurgente podem ficar indignadas comigo, mas infelizmente depois de ter dado 5 estrelas para Divergente, me decepcionei demais com Insurgente. 

Quando terminamos um livro que faz parte de uma trilogia, ou série e gostamos muito, ficamos logo ansiosos para adquirir o próximo livro, não é mesmo? E foi assim que aconteceu comigo. Coloquei muita expectativa em Insurgente, e conforme lia cada página ficava pensando que iria melhorar e isso se prolongou até o último capítulo, o que me deixou super entediada e bem irritada. 

O livro continua exatamente onde parou, eles fugindo no trem para a facção da Amizade. Eu achei que a autora falhou muito em não ambientar o leitor. Em séries e trilogias é necessária o mínimo de explicações para que não nos sintamos perdidos, estilo séries de T.V que antes de iniciar um episódio, mostra o que aconteceu no capítulo anterior para nos introduzir na continuação. Eu tive que pegar Divergente e reler o último capítulo e nunca havia precisado fazer isso antes.

Depois disso, entrei de cabeça na leitura, porém comecei a me irritar com as atitudes de Tris, que ficou hiper traumatizada por ter assassinado o Will, e isso se arrasta, e arrasta.... A personagem ficou sem graça, parecia que precisava de um psicólogo para curar o trauma. Eu imaginei que a Tris ficaria ainda mais corajosa e no meu ponto de vista, não foi o que aconteceu em Insurgente. Gostaria muito que ela pudesse encarar melhor toda a situação, porque me transmitiu muita apatia.

No começo me agradei muito com o romance de Tris e Tobias, e até achei esse quote lindo.

"Envolvo sua cintura com um braço e respiro fundo contra o seu ombro. Ele cheira a suor, ar puro e menta. O cheiro de menta é da pomada que usa as vezes para relaxar os músculos doloridos. Ele também cheira a segurança, como uma caminhada por um pomar ensolarado ou um café da manhã silencioso no refeitório."

Com o decorrer do livro, algumas mentiras entre Tris e Tobias, deixou um clima bem desagradável e cansativo.

Em Insurgente as facções estão totalmente abaladas e perdidas. Devido ao ataque da Erudição a Abnegação que ocorre no final do primeiro livro, a Audácia é dividida em dois grupos, os que ficaram do lado da Erudição e o outro grupo que luta contra essa junção. Acontece em específico uma revelação que muda todo o percurso da história, e podemos vislumbrar o aparecimento dos sem facções. 

O que achei legal é que o clima do primeiro livro se arrasta no segundo, na questão de que os personagens transmitem a impressão de que quem é bom pode ser mau e quem é mau pode ser bom, essa jogada me agrada muito o que dá bastante suspense. 

Esse quote descreve bem isso:

"Descobri que as pessoas são compostas de camadas e mais camadas de segredos. Você pode achar que as conhece, que as entende, mas seus motivos estão sempre ocultos, enterrados em seus próprios corações. Você nunca as conhecerá de verdade, mas as vezes decide confiar nelas."

Tem muita ação, mas eu imaginava algo mais tenso que me desse vontade de não querer soltar o livro. Como eu disse, foi apenas no último capítulo que senti uma forte emoção e isso com certeza deixa uma curiosidade extrema para ter o próximo livro o mais rápido possível em mãos. Eu tenho a impressão que o próximo livro vai me agradar bastante, mas enquanto isso não vou alimentar a minha expectativa para que não me decepcione novamente.

7.6.13

DIVERGENTE



Editora: Rocco
Páginas: 502
Avaliação 

Sinopse: Numa Chicago futurista, a sociedade se divide em cinco facções – Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição – e não pertencer a nenhuma facção é como ser invisível. Beatrice cresceu na Abnegação, mas o teste de aptidão por que passam todos os jovens aos 16 anos, numa grande cerimônia de iniciação que determina a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas, revela que ela é, na verdade, uma divergente, não respondendo às simulações conforme o previsto.


A jovem deve então decidir entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é.

E acaba fazendo uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma, e que terá desdobramentos sobre sua vida, seu coração e até mesmo sobre a sociedade supostamente ideal em que vive.

***

Realmente Divergente é sensacional!

Eu confesso que comprei devido a tantos comentários excelentes do livro, que por sinal supriu disparado as expectativas que eu tinha.

O livro é viciante e me deixou vidrada em cada página, a narrativa é em primeira pessoa no tempo presente, e a autora Veronica Roth, está de parabéns, pois a cada frase, a cada página, sentia os cenários, sentia como se eu fosse um personagem do livro devido a sensação de realidade que me foi transmitida. Sentia o vento, a adrenalina, o medo, o pânico e a paixão. 

Eu ficava realmente chateada quando por obrigações, eu tinha que parar de ler, mais ao chegar na metade, não aguentei e virei madrugada lendo.

Contém spoiller dos personagens.

Adorei a personagem Beatrice (Tris), achei fora do comum sua força, sua determinação e coragem. 

Além de ter muita ação, que me fez ver sangue voando das páginas, a parte de romance é muito, muito, muito especial. O romance vai surgindo lentamente, e como uma semente que brota e vai surgindo na terra na forma de uma planta, foi assim que aconteceu. 

Fiquei apaixonada pelo Quatro (Tobias), fazia muito tempo que não admirava assim um personagem, ele é especial demais, é muito carismático, é inteligente, forte, esperto, e sensível ao mesmo tempo. Ele é um tipo de cara que não olha aparência, ele olha além, isso é o ponto forte, que ganhou meu coração.

Os outros personagens interagem muitíssimo bem, e alguns viram inimigos de tão cruéis, fiquei desejando mal a eles, fiquei realmente com raiva. Alguns parecem bons, mais ao mesmo tempo, parece que não dá para confiar, é cheio de ambivalências, de luta, sedução e fascinação pelo poder e dominação.

Divergente só poderia ser uma trilogia, pois como disse, o livro é viciante, e logo dá uma tremenda vontade de continuar lendo e lendo, e lendo.

Terminei e fiquei com dor no coração, aquela dor que eu sinto quando termino de ler um livro que tornou-se um de meus favoritos, e esse realmente mexeu com minha cabeça e meu coração.

Trecho que me chamou atenção:

"Há décadas nossos antepassados perceberam que a culpa por um mundo em guerra não poderia ser atribuída à ideologia política, à crença religiosa, à raça ou ao nacionalismo. Eles concluíram, no entanto, que a culpa  estava na personalidade humana, na inclinação humana para o mal, seja qual for sua forma. Dividiram-se em facções que procuravam erradicar essas qualidades que acreditavam ser responsáveis pela desordem no mundo." página 48

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